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domingo, 8 de maio de 2016

Citar ou parafrasear, eis a questão

Já sabemos: para repetir autores que nos antecederam, das duas, uma — ou citamos literalmente, ou parafraseamos. Na primeira opção, fazemos uma transcrição do texto, tal qual o original. Na segunda, criamos um novo texto: este equivale semanticamente ao original, é fiel a ele, mas responde por si. Tem sentido completo e estrutura gramatical própria, e não requer a presença da fonte citada para ser compreendido.

Mas quando usar cada recurso? Quando é razoável transcrever o texto, isto é, copiá-lo sob a autorização das aspas, e quando é mais recomendado parafraseá-lo, ou seja, resumi-lo com outras palavras? Simples: a norma em escrita acadêmica é a paráfrase. Nosso grande exercício para nos tornar autores, aliás, consiste justamente em ler fontes bibliográficas e repeti-las, o que requer capacidade tanto de apreensão dos argumentos como de síntese.

Já a citação literal reserva-se a ocasiões especiais; por exemplo, quando a forma como o autor escreveu é importante; quando se visa corroborar ou refutar as próprias palavras usadas pelo autor; ou, ainda, quando o autor escreve de tal maneira que não se poderia repetir suas afirmações em termos diferentes. Para essa citação, é preciso pedir licença e tocar as trombetas, estender o tapete vermelho que anuncia voz alheia em texto próprio. Veja, no infográfico que acompanha este post, como decidir entre a citação literal e a paráfrase.


Resumo da ópera: há três situações para as quais serve a citação literal. Para todas as outras, existe a paráfrase. Dúvidas sobre como parafrasear? Reveja este post. Você pode também escrever para nós: palavrasescondidas@anis.org.br.
Veja aqui a transcrição do áudio.

domingo, 3 de abril de 2016

A paráfrase malfeita e
o plágio-pastiche

Lembra-se desta definição?

Plágio: apropriação indevida e não autorizada de criação literária, que viola o direito de atribuição de crédito do autor e a expectativa de sinceridade no leitor (Diniz; Terra, 2014, p. 23).
Falamos desse conceito, proposto por Debora Diniz e Ana Terra, em um post passado, e já dirigimos nossos holofotes também para a desilusão que o plágio causa no leitor — essa quebra na expectativa de sinceridade da leitura e, por consequência, na ciência. Hoje damos mais um passo em nosso percurso pelo tema do plágio e aprofundamos sua descrição. Todo plágio é igual? Certamente não.

Há pelo menos duas formas como o desajeito do plágio se manifesta. A primeira é ingênua e vulgar: é o plágio-cópia, Ctrl C + Ctrl V, de que tratamos no último post. Seja por esquecimento de aspas, seja por ausência de expectativa de ser lido, o plagiador mantém o texto original, mudando apenas a assinatura. E é claro que sua mentira terá pernas curtíssimas: qualquer leitor, humano ou programa caça-plágio, poderá rapidamente identificar a cópia.

A segunda é, digamos, mais sofisticada. Chamamos essa forma de plágio-pastiche. Antes, porém, cabe uma palavrinha sobre o que é pastiche: Debora Diniz e Ana Terra tomaram esse conceito do mundo das artes, onde a imitação criativa dá boas-vindas às releituras, às paródias ou ao apuro de uma técnica. Você seguramente conhece a Mona Lisa, tela de Leonardo da Vinci do início do século XVI. E talvez já tenha visto também esta de Fernando Botero, de 1978:

Botero plagiou Da Vinci? Claro que não!
Não vale acusar Botero de plágio, certo? Na arte, o movimento de empréstimos entre obras é impulso, inspiração, aprofundamento — houve um estudo de técnica de volume para engordar a Gioconda. Isso não quer dizer que não exista plágio no campo das artes; nosso ponto, aqui, é que as fronteiras de empréstimo criativo na escrita acadêmica são bem menos elásticas. Não podemos deixar de explicitar nossas rotas de inspiração em ciência. Muito menos fazer pastiche de texto. Mas como o plágio-pastiche se materializa?

E boa paráfrase é sinal de escrita autoral :)
Pelo disfarce da cópia: pequenas trocas de palavra, inversões de ordem da frase, substituição de conectivos — uma paráfrase tosca. O plágio-pastiche dá um pouco mais de trabalho aos softwares e leitores, mas repetimos: se perna de plagiador é curta, olhos de bom leitor são de lince.

Para conhecer melhor esse conceito, leia Plágio: palavras escondidas. Saiba mais sobre o livro aqui.


No podcast de hoje, aprofundamos a ideia do plágio-pastiche. Como ele acontece?

Leia aqui a transcrição do áudio.

domingo, 27 de março de 2016

As teclas e o plágio-cópia

E você? Já sentiu o faro do déjà vu?
Estou lendo um texto, avanço em linhas, parágrafos, páginas, até que… opa! O irresistível faro do déjà-vu me faz parar e levantar a cabeça. Já li isso antes? Onde? Quando? No tremor da suspeita, estendo a pausa: o texto então se submete a outra leitura, aquela de um software caça-plágio. Ou, talvez pelo mesmo mecanismo de que trata este post, seleciono um trecho, copio e colo, e faço uma busca simples na internet.

O veredito não se demora: se encontrado o mesmo texto, porém com outra assinatura, é porque estou diante de um caso de cópia indevida. Um caso de plágio-cópia, como foi chamada essa infração textual no livro Plágio: palavras escondidas. Eu, leitora, me desiludo ao perceber frustrada minha expectativa de sinceridade autoral. Ele, plagiador, tem pernas curtas como a mentira. Tem dedos ágeis sobre as teclas. Mas não tem voz.

Evite essa perigosa equação: use aspas
Ctrl C + Ctrl V é a metáfora digital mais frequente para esse plágio que se nutre da cópia simples. Não há tentativa de dissimulação, não há diferenças entre os textos. O clone textual seria perfeito, não fosse por um detalhe: o crédito de autoria aparecer com nome diverso.

O plágio-cópia pode parecer tolo pela obviedade do flagrante, mas nem por isso é fenômeno raro. Ele angustia professoras, atormenta revisoras e editoras de periódico. Já gerou retratações (esta, por exemplo) e recentemente inspirou uma controvérsia entre docentes de universidades brasileiras. Nossa recomendação: fuja do atalho das teclas. Domine as regras de citação e paráfrase e se garanta em sua voz autêntica de autor. Se você tem dúvidas sobre esses dois mecanismos da escrita acadêmica, escreva para nós. Faça também um passeio por aqui: veja nossos posts anteriores.

No podcast de hoje, falamos desse sujeito emudecido que faz plágio-cópia. Quem é ele e quais seriam suas desrazões?



Leia aqui a transcrição do áudio.

domingo, 20 de março de 2016

Apud, a preguiça fossilizada

Você já brincou de telefone sem fio? Se sim (e esperamos que sim!), sabe que a graça é quando a mensagem chega corrompida ao final, depois de passar por vários intermediários. O efeito mexeriqueiro, de fofoca aumentada ou alterada, é bem-vindo na brincadeira, mas certamente não na comunicação acadêmica. E onde está o risco de ele aparecer? No uso do apud — que, se nossa retórica for boa, até o fim deste post você estará convencido a abolir.

Catherine Stones' Chinese whispers (Helen Harrop, 2009)
A palavra apud é uma preposição da língua latina. Significa “perto de”, “adjacente a”, “em”. Na escrita acadêmica, denota algo como “retirado da obra de”. Então, se cito Silva apud Soares, é porque cito Silva conforme ele foi citado por Soares. Menciono Silva indiretamente — na verdade, apenas li Soares, que por sua vez foi quem de fato leu e citou Silva. É uma citação de segunda mão. Nos termos da ABNT (na NBR 10:520, de 2002), uma “citação direta ou indireta de um texto em que não se teve acesso ao original”.

A impossibilidade de encontrar o original é o que justificaria o uso do apud — algo relativizado por este editorial, afinal, se o autor intermediário pôde citar a fonte, é porque ela deve ser acessível de alguma maneira. E pensemos bem: neste mundo digital, de abundância de informações, de uma infinidade de obras traduzidas para o português, fonte inacessível só pode ser um caso de raridade.

Quem usa apud em tempos atuais, especialmente para autores reconhecidos e amplamente disponíveis (os Foucaults, Hawkings, Hobsbawms e tantos mais da biblioteca acadêmica), revela uma postura suspeita: a preguiça de ler, de interpretar, de pensar. E corre um risco danado ao confiar numa leitura intermediária: o de repetir erros de transcrição, na citação literal; ou equívocos de interpretação, na paráfrase. Cita por tabela, engana-se também por tabela.

Melhor seguir a diretriz do CNPq: “quando estiver descrevendo o trabalho de outros, o autor não deve confiar em resumo secundário desse trabalho, o que pode levar a uma descrição falha do trabalho citado”. E o conselho arremata: “sempre que possível consultar a literatura original”. Assim, pedimos licença para sentenciar: ao apud, resta o rótulo de expressão fossilizada. E, se ele é tanto fóssil como perigosa expressão de preguiça, que tal deixá-lo noutro lugar? Nossa sugestão é longe de nossos textos — no cantinho do desuso e do esquecimento.

No podcast de hoje, falamos um pouco mais sobre o apud e seus riscos, inclusive o de plágio. Compartilhe conosco suas impressões ou opiniões. Adoraremos ouvi-las.


Leia aqui a transcrição do áudio.

domingo, 6 de março de 2016

Paráfrase: como reescrever com as próprias palavras?

Você provavelmente já ouviu que parafrasear é “reescrever um texto com suas palavras”. De fato, parafrasear é repetir: com a citação literal, que abordamos no último post, ela compõe a dupla de recursos que nos permitem ecoar ideias, palavras, dados encontrados pela literatura afora. E, se a citação literal é uma estratégia a ser usada com moderação, o mesmo não se pode ser dito quanto à paráfrase — fazer citações indiretas (termo usado por normas como a ABNT) é, talvez, o recurso textual mais frequente na escrita acadêmica.


Na paráfrase, só não vale copiar
Parafrasear é lançar-se ao exercício de compreensão e apreensão textual: lemos e relemos o texto, nos certificamos de que entendemos seu argumento, para então explicá-lo resumidamente, com outros vocábulos e novas estruturas gramaticais (confira na figura ao lado um resumo dos passos para fazer uma paráfrase). Nesse exercício, duas regras valem ouro e caminham juntas: a da fidelidade e a da honestidade.


A fidelidade significa que a paráfrase deve manter-se conforme ao texto original; a autora que parafraseia redige um texto novo, porém sinônimo àquele da autora parafraseada. Não vale infiltrar interpretações não contidas no argumento original, não vale distorcer aquilo que foi dito. Quem parafraseia assume responsabilidade pelo que afirma em nome de outra autora.

A honestidade, assim como na citação literal, nos leva a observar uma convenção de escrita: deve-se indicar o autor e o ano da obra parafraseada, listando-a, consequentemente, entre as referências bibliográficas. Esse é um sinal ético de respeito e transparência perante a leitora — que poderá, inclusive, usar as pistas de localização oferecidas por essa convenção para ir até a fonte citada.

Fidelidade, honestidade, transparência: veja que uma boa paráfrase expressa, no fim das contas, integridade acadêmica. Como a citação direta, sua elaboração adequada afasta o plágio. Mas como fazer uma boa paráfrase? O que quer dizer “reescrever um texto com palavras próprias”? Ouça nosso podcast sobre o tema. E, tendo dúvidas ou percepções diferentes, escreva para nós. Será um prazer trocar ideias com você.


Leia aqui a transcrição do áudio.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Toquem as trombetas, porque as aspas estão no ar!

A escrita acadêmica é econômica quanto aos recursos para repetir o que foi dito por autoras anteriores a nós. São apenas duas estratégias, a citação literal e a paráfrase, que normas como a da ABNT chamam de citação direta e citação indireta. O tema deste post é a citação literal: aquela em que se transcrevem exatamente as palavras da autora que nos inspira, igualzinho-que-nem no original. E existe um formato para essa repetição: a citação literal precisa ser autorizada pelo uso das aspas. Portanto, toquem as trombetas, pois as aspas já estão no ar!

As aspas estendem o tapete vermelho para a
passagem de outro autor pelo texto
A citação literal é uma cópia com pedido de licença, uma espécie de cópia consentida. E esse consentimento é obtido, além do uso das aspas, pela indicação de autora, data e página de onde veio o trecho transcrito (a imagem de nosso último post é um exemplo dessa prescrição). A exigência de página é um detalhe fundamental: diferencia a citação literal da paráfrase e informa à leitora a localização precisa daquelas palavras na fonte consultada. Sem as aspas, a leitora pressuporá que as palavras são de quem assina o texto como autor, por isso o maior risco corrido por um escritor descuidado ao esquecer as aspas é o de ser acusado de plágio. Sim: citação literal sem aspas é plágio, mesmo que se inclua a fonte entre as referências. Acredite, há controvérsias de plágio por aspas esquecidas (este caso, por exemplo).

Aspas, pra que vos quero? No livro A arte da pontuação, o agente literário Noah Lukeman diz que as aspas funcionam como trombetas: anunciam a entrada de uma nova voz no texto. É por isso que seu uso é tão importante: mais do que um sinal estético de pontuação ou tipografia, elas têm o sentido ético de reconhecer a outra voz que assume, por breves linhas, o microfone do texto. E é também por isso que as aspas — mais precisamente a citação literal — devem ser usadas com comedimento. Afinal, é à nossa expressão criativa que a leitora dedicará seu tempo, não a ecos alheios costurados em nosso texto.

Abramos alas, então, para o podcast de hoje, que dá dicas sobre a citação literal. Aprecie sem moderação: compartilhe conosco sua dúvida ou opinião sobre o uso das aspas.




Leia aqui a transcrição do áudio.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Pra que serve a normalização bibliográfica?

E então você vai escrever um texto acadêmico e é orientado a usar as normas da ABNT, a Associação Brasileira de Normas Técnicas. Ou da APA (American Psychology Association), se escreve no campo da psicologia; ou ainda de Vancouver, se escreve no campo das ciências da saúde. Há ainda muitas outras normas, mas isso tanto faz para o tema deste post. O que nos inquieta aqui é: pra que servem essas normas? Por que temos de segui-las? Qual é a relevância delas?

Começamos pela negação: normalização bibliográfica não é burocracia da escrita, nem implicância de orientador obstinado, nem estética despretensiosa. Agora afirmamos: um texto de acordo com as convenções bibliográficas demonstra pertencimento à comunidade acadêmica — ao observar as convenções, o autor revela que sabe transitar pelas regras que orientam a comunicação. E demonstra, sobretudo, respeito a um dos princípios éticos mais delicados e importantes em ciência, o de reconhecimento e atribuição das fontes.

Citação literal em Plágio: palavras escondidas
Sabemos que, para avançar no conhecimento, subimos nos ombros dos gigantes que nos antecederam: pesquisamos a literatura, lemos autores que já enveredaram por nosso tema de pesquisa, e então traçamos nossa rota de aprofundamento. Citar e referenciar é a forma como se materializa em nossos textos esse reconhecimento de autores que vieram antes de nós. E as normas bibliográficas prescrevem justamente essa forma: indicam como devem aparecer as citações e as referências numa peça acadêmica. Essa padronização traz clareza e uniformidade à publicação, permite o acesso às informações em que nos baseamos em nossos textos e — algo muito importante — nos afasta do risco de plágio por não atribuição das fontes, ou mesmo por atribuição no formato inadequado (esquecimento das aspas em citação literal, por exemplo).

Sinta-se convidado a ouvir o podcast de hoje: o assunto é citação e referência, essa dupla regida pela normalização bibliográfica. E conte para nós suas inquietações sobre o tema.



Leia aqui a transcrição do áudio.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Memória fotográfica pode justificar plágio?

Esta é uma história verídica, acontecida no finzinho dos anos 1990. Uma revista recebeu uma reclamação de um autor, que descobriu ter sido plagiado em um artigo publicado no periódico. Segundo o conselho editorial, os trechos copiados contemplavam “não apenas frases sem as devidas aspas mas parágrafos inteiros”; segundo o autor, o artigo era, quase em sua totalidade, uma colagem de palavras suas. O debate se instalou, e o pseudoautor acusado do malfeito enviou carta aos editores, em que explicava o ocorrido:

Quanto ao episódio em si (o aparente plágio por mim praticado), devo dizer que se trata de um inadvertido e aprofundado estudo que fiz do [título do livro], de [autor do livro], a tal ponto esmiuçado (e proveitoso para minha formação!) que prática e imperceptivelmente, acabei por decorar passagens inteiras do ensaio [...].
Eye-eye (Kimberly Brown-Azzarello, 2005)
Ao lado do descuido com as notas de leitura e do desconhecimento das regras de normalização, a memória fotográfica nos parece uma das alegações mais frequentes de quem se vê acusado de plágio. Mas dizer-se traído pela própria memória, infelizmente, não isenta ninguém de punição pela cópia indevida. No máximo, favorece uma hipótese inocente: a da não intencionalidade do ato, que não seria, portanto, uma fraude.

Muitos de nós temos um estilo de aprendizagem que as ciências cognitivas chamam de “aprendiz visual” — assimilamos com mais facilidade aquilo que captamos com os olhos; memorizamos a informação em imagem. Num raciocínio um pouco torto, há quem justifique que uma memória visual muito boa nos levaria eventualmente a achar que criamos algo, quando na verdade estamos apenas nos lembrando desse algo: uma espécie de criptomnésia, como a que teria acometido o pseudoautor do caso acima.

Culpar a memória pelo plágio acadêmico não nos parece uma justificativa inteligente. A memória não é tão fotográfica assim a ponto de nos fazer recitar, de cor, palavras, pontuações, trechos inteiros. A pesquisa diz que a memória fotográfica assim descrita sequer existe; se aparecem casos de memória prodigiosa por aí, é apenas como exceções que intrigam as neurociências.

Mas há uma razão ainda mais forte para a memória fotográfica não justificar o plágio. Um texto acadêmico é precedido de intensas horas de leitura e estudo, e localizar argumentos — mapear posições teóricas e achados empíricos entre autores — é uma habilidade preciosa. Por isso, não pode haver leituras ingênuas que serão repetidas despercebidamente na escrita. Quer uma dica para ajudar sua memória? Use softwares gerenciadores de bibliografia. Você os conhece?

O podcast de hoje provoca a tese da memória fotográfica como argumento para inocentar o plágio. É um trecho do quarto capítulo de Plágio: palavras escondidas, livro de Debora Diniz e Ana Terra.



Leia aqui a transcrição do áudio.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Escrevemos: para quê?

Escrever é dever e rotina na vida acadêmica: somos estudantes, pesquisadoras, professoras, editoras, e comunicamos nossas ideias por meio de textos. Mas escrever é também dúvida, insegurança e risco. Este blog fala de comunicação e integridade na ciência.

A escrita acadêmica tem um ingrediente especial: quando escrevemos, assumimos responsabilidade pelo que dizemos em nome da ciência. Nossos textos podem revelar um posicionamento político também, mas sempre — e esta regra não tem exceção se queremos que nossos trabalhos sejam lidos a sério — implicam um compromisso de confiabilidade e sinceridade sobre o que afirmamos. Por isso temas como plágio, vícios de autoria e fraudes ofendem tanto a ética na comunicação acadêmica. 

Neste blog, o espaço de conversa é aberto. Aqui vamos falar de escrita, mas também de linguagem, de normas bibliográficas, de publicação, de desafios que encontramos ao nos fazer autoras. Nosso tema de estreia é ousado: plágio, um desvio localizado entre o silêncio do tabu e o grito do escândalo. Ouça nosso podcast. Converse conosco. Traga sua dúvida. O diálogo é livre, e será um prazer ouvir suas histórias e impressões.


Podcast 1 — Que tal falarmos de plágio?




Leia aqui a transcrição do áudio.

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