Isaac Newton certa vez eternizou a metáfora de que, para ver mais longe, é preciso subir nos ombros de gigantes. A frase era já antiga quando Newton a lembrou, dizem que veio do latim nanos gigantum humeris insidentes, e contemporaneamente inspirou o título de uma obra de Stephen Hawking. É desse jeitinho que se move a criação: nossas invenções são, antes, inspiração em algo de que nos apropriamos.
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| Órion cego procurando pelo raio de sol (Nicolas Poussin, 1658) |
A arte talvez seja o campo mais fértil em exemplos de como se cruzam as rotas de inspiração dos autores. Telas, narrativas, esculturas, fotografias ou partituras dão boas-vindas a paródias, alusões, releituras, samples, intertextualidades — aquilo que Umberto Eco chamou de “piscadelas” ao leitor em Confissões de um jovem romancista.
No
último post, dirigimos nossos holofotes para a desilusão que o plágio causa ao leitor. Hoje falamos de algo que é quase o oposto: o prazer de reconhecer, como leitores ou espectadores de outras formas artísticas, o sopro de uma voz anterior à obra que apreciamos. Nosso podcast fala de imitação criativa, esse diálogo entre artistas. É um trecho do segundo capítulo de
Plágio: palavras escondidas, em que Debora Diniz e Ana Terra comentam estas três obras:
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| Majas em um balcão
(Francisco Goya, c. 1810) |
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| Perspectiva II: o
balcão de Manet (René Magritte, 1950) |
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| O balcão (Édouard Manet, 1868-1869) |
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aqui a transcrição do áudio. E saiba mais sobre
Plágio: palavras escondidas aqui.
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