domingo, 27 de dezembro de 2015

O blog, a leitora e uma dica de leitura

Vamos nos juntar à leitora de Magritte?
Este blog surgiu de um livro. Plágio: palavras escondidas foi escrito por Debora Diniz e Ana Terra, que fizeram uma extensa descrição do plágio e outros descaminhos éticos na vida acadêmica. Então hoje é dia de convite: aproveite o recesso de fim de ano e acrescente o título à sua biblioteca.
Mas não sejamos submissos, como a leitora do surrealista René Magritte que ilustra a capa do livro (A leitora submissa, 1928). Sejamos leitores e faladores: sinta-se mais que bem-vindo para comentar conosco suas impressões, dúvidas ou insights sobre a obra. Será adorável trocarmos ideias.
E, para animá-lo à leitura, o podcast de hoje oferece um presente: ouça um trecho do prólogo lido por Ana Terra.

Para saber mais sobre Plágio: palavras escondidas, clique aqui. Feliz leitura!


Leia aqui a transcrição do áudio.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Existe vida após o plágio?

Sempre é possível refazer caminhos...
Um dia você cometeu um plágio, foi flagrado e punido. Com o plágio, foi também sua reputação como estudante ou pesquisador. Sua sentença será um futuro de vergonha e ostracismo, dizem uns. Mas hoje queremos pensar diferente: a sombra do passado não precisa ser de perseguição, mas de aprendizado e superação.

Claro que as consequências de um equívoco serão distintas a depender de quem o cometeu — o plágio de um aluno é diferente do plágio de um pesquisador, e os contextos de sala de aula ou de publicação impõem pesos desiguais ao malfeito. Além disso, há razão para desconfiar de quem plagiou no passado: os corredores acadêmicos ecoam histórias de plagiadores em série (veja um exemplo aqui no Retraction Watch). Mas acreditamos que casos desse tipo sejam uma triste exceção de má-fé. Dificilmente lidaremos com plagiadores em série em nossas rotinas.

Um episódio de plágio pode resultar de incompreensões sobre a vida acadêmica, e por isso mesmo tornar-se oportunidade para a pessoa refazer sua trajetória, desta vez nos marcos da ética e da integridade. Segunda chance deve ser direito de todos. No podcast de hoje, contamos a história de um estudante que plagiou, mas teve essa segunda chance... e um final feliz.




Leia aqui a transcrição do áudio.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Sou professora. Devo usar um software caça-plágio?

Sorria, que o caça-plágio vigia!
O post de hoje vem em resposta a uma pergunta frequente entre nossas leitoras. Elas são professoras preocupadas com a “epidemia” da cópia entre os alunos, por isso pensam em recorrer a uma saída tecnológica: passar os trabalhos na peneira de um programa caçador de plágio.
Essa inclusive já é a realidade em algumas universidades brasileiras, que compraram a licença de softwares e determinaram seu uso como política institucional. Nossa pergunta é simples: vale a pena usar um software detector de cópias? Já a resposta não é tão objetiva como gostaríamos. Ouça os prós e contras do uso desses programas em nosso podcast.



Leia aqui a transcrição do áudio.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Entre o desespero e o delivery: vale comprar trabalhos?

Chegou o fim de semestre e todos querem diversão. Estamos cansados, ansiamos pelas férias, mas um mundo de avaliações ainda nos espera: provas, seminários, relatórios, trabalhos. Tudo acumulou, o prazo apertou, o desespero bateu. E eis que brilha uma luz no fim do túnel: com um telefonema e um depósito bancário, podemos comprar o trabalho pronto. Problema resolvido?
Propaganda volante de fábrica de textos
Se tivermos sorte, sim: basta ninguém nos colocar no infortúnio de ser flagrados pelo que (não) fizemos, e assim burlaremos a burocracia da nota, nos livraremos da urgência... e sobreviveremos à sombra de um malfeito passado. Mas claro que há mais riscos que boas chances nessa estratégia. Pode ser que a tal luz no fim do túnel não passe de ilusão de ótica, ou que a punição pela tentativa de evitar a fadiga saia mais caro que o investimento da compra. O tema do podcast de hoje são as fábricas de trabalhos acadêmicos.



Leia aqui a transcrição do áudio.

domingo, 29 de novembro de 2015

Códigos de honra: consciência ética ou burocracia acadêmica?

Esta semana, a grande notícia do mundo acadêmico veio de Harvard, nos Estados Unidos: as alunas da universidade, agora, devem fazer juras de não colar nem plagiar. A pedagogia chama essa promessa de código de honra: comportamentos esperados ou desvios indesejados estão ali inscritos como sinal de respeito à integridade acadêmica. Reconhecer e atribuir fontes, coletar e divulgar dados com honestidade, não colar, não plagiar nem apresentar trabalhos comprados fazem parte da extensa lista de bons comportamentos estudantis.

A ideia é bem-intencionada, e até simbólica de um cuidado institucional em adotar políticas de enfrentamento às más-condutas, mas será que funciona? Dizer amém a um código de honra é mesmo sinal de comportamento ético? O podcast de hoje problematiza essa aposta documental e traz um caso interessante, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.




Leia aqui a transcrição do áudio.

domingo, 22 de novembro de 2015

domingo, 15 de novembro de 2015

Plágio de ideias: como assim?

Em 2014, a Fapesp publicou um extenso documento sobre condutas éticas em pesquisa. A Fapesp, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, é uma importante agência de incentivo naquele estado, e uma das maiores no Brasil. O documento é um dos mais completos que temos no país, e suas 47 páginas foram elaboradas em amplo diálogo com manuais internacionais. Ali, o plágio aparece entre as transgressões éticas em ciência e assim se define: “[...] utilização de ideias ou formulações verbais, orais ou escritas de outrem sem dar-lhe por elas, expressa e claramente, o devido crédito, de modo a gerar razoavelmente a percepção de que sejam ideias ou formulações de autoria própria” (p. 31). O podcast de hoje dirige os holofotes a essa definição e lança uma pergunta: ideias podem ser plagiadas?

Podcast 2 — Ideias podem ser plagiadas?

Leia aqui a transcrição do áudio.

E você, que acha do plágio na oralidade? Vamos trocar ideias?

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Plágio: Palavras Escondidas em Londrina

Esta semana tivemos o prazer de lançar Plágio: palavras escondidas na Universidade Estadual de Londrina, durante o IV Seminário Integrado de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais. E conversamos com a jornalista Patricia Zanin, da rádio universitária. Clique aqui e veja (ouça!) que bate-papo bacana.

Quer conhecer Plágio: palavras escondidas? Clique no menu Livro, na aba aqui do lado esquerdo da tela :)

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Escrevemos: para quê?

Escrever é dever e rotina na vida acadêmica: somos estudantes, pesquisadoras, professoras, editoras, e comunicamos nossas ideias por meio de textos. Mas escrever é também dúvida, insegurança e risco. Este blog fala de comunicação e integridade na ciência.

A escrita acadêmica tem um ingrediente especial: quando escrevemos, assumimos responsabilidade pelo que dizemos em nome da ciência. Nossos textos podem revelar um posicionamento político também, mas sempre — e esta regra não tem exceção se queremos que nossos trabalhos sejam lidos a sério — implicam um compromisso de confiabilidade e sinceridade sobre o que afirmamos. Por isso temas como plágio, vícios de autoria e fraudes ofendem tanto a ética na comunicação acadêmica. 

Neste blog, o espaço de conversa é aberto. Aqui vamos falar de escrita, mas também de linguagem, de normas bibliográficas, de publicação, de desafios que encontramos ao nos fazer autoras. Nosso tema de estreia é ousado: plágio, um desvio localizado entre o silêncio do tabu e o grito do escândalo. Ouça nosso podcast. Converse conosco. Traga sua dúvida. O diálogo é livre, e será um prazer ouvir suas histórias e impressões.


Podcast 1 — Que tal falarmos de plágio?




Leia aqui a transcrição do áudio.

Tecnologia do Blogger.

Envie-nos sua dúvida ou história de plágio

Nome

E-mail *

Mensagem *