domingo, 18 de setembro de 2016

Que tal testar uma biblioteca digital?

O levantamento bibliográfico nos acompanhará durante nossa vida acadêmica. Nem todos os textos que lemos estará necessariamente nas referências de nossas escrituras, mas é a partir de assuntos, palavras-chaves e autoras consolidadas de nossos temas de estudo que provavelmente comporemos um banco de textos e autoras para leituras futuras e composição de um mapa de autoras (este será assunto de um futuro post).

Uma ferramenta muito interessante e que pode ser utilizada para facilitar nossa rotina acadêmica de estudos, organização e armazenamento bibliográfico é a plataforma Mendeley. Para quem não conhece, vale a pena dedicar uma hora do dia e explorar essa ferramenta. O Mendeley é gratuito e serve para armazenar e gerenciar livros, artigos e textos em geral – é uma biblioteca pessoal online.
Com o Mendeley é possível adicionar e importar arquivos da internet ou que já estejam em seu computador. Mas a plataforma não é meramente armazenador de arquivos, ele também organiza suas referências a partir dos meta-dados, ou seja, as referências serão organizadas a por título, autoria, ano de publicação, periódico, link, páginas, volume, número. Nesse sentido é possível fazer as referências bibliográficas daquilo que escrevemos de forma fácil e rápida a partir da importação de nossa biblioteca digital organizada no Mendeley. Além disso também podemos ler um texto na própria plataforma, fazer notas sobre as referências e registros no corpo do texto.

O Mendeley pode ser utilizado em seu computador pessoal, celular, tablet, ou qualquer outro computador que tenha acesso à internet. Após o registo de sua conta no site você poderá sempre sincronizar sua biblioteca virtual em todos os aparelhos.
Uma forma de organizar os documentos dentro da biblioteca virtual é fazê-lo por meio de pastas e subpastas – que podem ser definidas por autores, temas de interesse, ou o que mais desejar. Outra possibilidade do Mendeley é a criação ou participação em grupos de usuárias. Os grupos podem ser privados ou públicos. Nestes grupos poderão ser compartilhadas referências, ideias, notas e discussões sobre um texto. Nesse sentido o Mendeley funciona como uma rede social onde é possível descrever o seu perfil e buscar novos usuários ou grupos com perfis semelhantes.

Uma grande vantagem do Mendeley é a facilidade e agilidade em produzir as referências bibliográficas de seu texto. Na barra de ferramentas do Mendeley é possível instalar o plugin do Word. Ao instalar essa função será possível exportar as citações e compor a lista de referências bibliográficas. Esse vídeo ensina como instalar e utilizar a ferramenta de citação do Mendeley.
Infelizmente o Mendeley está todo em inglês, mas é um programa intuitivo e após algumas tentativas suas funções podem ser facilmente incorporadas em nossa rotina. Para quem entende inglês o próprio site oferece alguns tutoriais bem interessantes. Aqui está o link.


Outra vantagem do Mendeley é a de tornar seu armazenamento bibliográfico organizado e otimizar o nosso tempo no momento em que formos recuperar a literatura levantada por nós há meses atrás ou quando formos relacionar as referências bibliográficas na dissertação, tese ou monografia. Acreditem: com o Mendeley ganhamos muito tempo e nunca mais precisaremos fazer a mão a lista de referenciais bibliográficos que numa tese, por exemplo, podem facilmente chegar a duas dezenas de páginas.

Além do Mendeley há também o Zotero. Ambas são plataformas gratuitas.

Você também pode ouvir o podcast aqui: 
https://soundcloud.com/palavrasescondidas/que-tal-testar-uma-biblioteca-digital

domingo, 11 de setembro de 2016

Planejando a escrita

Imagine que você está no momento da pesquisa de campo, ou se preparando para analisar os dados ou ainda que está fazendo a revisão da literatura para dar início a pesquisa ou projeto de monografia.
Enquanto isso você se pergunta: quando começar a escrever?

Se eu puder responder sua pergunta hipotética, diria: comece hoje.

Comparando o exercício da escrita com uma corrida, o ato de escrever estaria mais próximo a uma maratona que uma corrida de 100 metros rasos. Me explico: escrita exige um longo percurso e por isso ritmo, constância. Além disso, para escrever precisamos calma: correr demais nos primeiros metros pode nos deixar sem fôlego para enfrentar os outros tantos quilômetros que se seguirão.
Minha alegoria da escrita com uma maratona pode soar quase tola para algumas, por isso tentarei me arrumar por aqui. O ato de escrever – como qualquer hábito – pede rotina. Não é do dia para a noite que tornaremos nossos dedos e pensamentos ágeis diante de uma página em branco. Mas há um desafio, pois, começar nem sempre é tarefa simples. Comumente acreditamos que ainda não chegamos ao melhor momento para começar a escrever. Acreditamos que ainda não estamos suficientemente prontas.
E criamos vários motivos para justificar o adiamento da escrita: dizemos que não temos tempo, que ainda não encontramos um espaço para escrever sem perturbação externa, que não estamos preparadas – e o mais famoso dos motivos: que ainda não lemos o suficiente. As razões que nos impedem de começar a escrever, normalmente estão relacionados a uma crença ou expectativa de que a escrita deveria sair pronta já na primeira tentativa. Já falamos por aqui sobre como o rascunho pode exercer um papel fundamental durante a escritura de um texto que se pretende forte.
Incluir o hábito da escrita em nossa rotina acadêmica pode ser um passo fundamental para tornamos o ato de escrever mais leve e prazeroso. 
Algumas dicas podem ser úteis:
- Comece hoje. Se achar que não tem muito tempo, escreva ao menos 15 minutos por dia. Todos os dias. Escreva no seu computador, em um caderno colorido, num bloco de notas...
- Não deixe para escrever tudo na última hora. A escrita em prazos apertados pode causar sofrimentos desnecessários. Se acreditar que ainda não está pronta, comece. Escrever pode ser uma ótima estratégia para organizar o pensamento.
- Escreva sobre o que lê. Faça memorandos de suas principais leituras. Verá que os memorandos podem ser úteis por, pelo menos, dois motivos: possibilita exercitar a escrita e o pensamento sobre seu tema de pesquisa e já terá os primeiros escritos e reflexões quando efetivamente começar a escrever sua monografia ou artigo.

Se minhas dicas ainda não lhe convenceram imagine que se escrever um parágrafo por dia, provavelmente ao fim de uma semana terá entre 3 e 4 páginas. Você poderia me dizer: mas essas escrituras diárias estarão longe de ser o meu texto final. Eu responderia: sim, tem razão. Mas dar início a escrita de um texto com páginas rascunhadas é um grande começo. Nenhum texto nasce pronto.  

Você também pode conferir o podcast aqui



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