Plágio: apropriação indevida e não autorizada de criação literária, que viola o direito de atribuição de crédito do autor e a expectativa de sinceridade no leitor (Diniz; Terra, 2014, p. 23).
Falamos desse conceito, proposto por Debora Diniz e Ana Terra, em um post passado, e já dirigimos nossos holofotes também para a desilusão que o plágio causa no leitor — essa quebra na expectativa de sinceridade da leitura e, por consequência, na ciência. Hoje damos mais um passo em nosso percurso pelo tema do plágio e aprofundamos sua descrição. Todo plágio é igual? Certamente não.
Há pelo menos duas formas como o desajeito do plágio se manifesta. A primeira é ingênua e vulgar: é o plágio-cópia, Ctrl C + Ctrl V, de que tratamos no último post. Seja por esquecimento de aspas, seja por ausência de expectativa de ser lido, o plagiador mantém o texto original, mudando apenas a assinatura. E é claro que sua mentira terá pernas curtíssimas: qualquer leitor, humano ou programa caça-plágio, poderá rapidamente identificar a cópia.
A segunda é, digamos, mais sofisticada. Chamamos essa forma de plágio-pastiche. Antes, porém, cabe uma palavrinha sobre o que é pastiche: Debora Diniz e Ana Terra tomaram esse conceito do mundo das artes, onde a imitação criativa dá boas-vindas às releituras, às paródias ou ao apuro de uma técnica. Você seguramente conhece a Mona Lisa, tela de Leonardo da Vinci do início do século XVI. E talvez já tenha visto também esta de Fernando Botero, de 1978:
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| Botero plagiou Da Vinci? Claro que não! |
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| E boa paráfrase é sinal de escrita autoral :) |
Para conhecer melhor esse conceito, leia Plágio: palavras escondidas. Saiba mais sobre o livro aqui.
No podcast de hoje, aprofundamos a ideia do plágio-pastiche. Como ele acontece?
Leia aqui a transcrição do áudio.


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